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Ástato

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Astato)
Ástato, 85At
Aparência
Metálico
Ástato na tabela periódica
PolónioÁstatoRádon

I

   
 
85
At
 
               
               
                                   
                                   
                                                               
                                                               
At
Ts

Número atómico (Z)85
SérieHalogénios
Grupo17
Período6
Blocop
Propriedades atómicas
Eletronegatividade (Pauling)2,2
Massa atómica(210) u
Raio covalente127 pm
Configuração electrónica[Xe] 4f14 5d10 6s2 6p5
Elétrons (por nível de energia)2, 8, 18, 32, 18, 7 (ver imagem)
Estado(s) de oxidação±1,3,5,7
Propriedades físicas
Estado em CPTPsólido
Ponto de fusão575 K
Ponto de ebulição610 K
Densidade, dureza7000[1] kg/m3
Entalpia de vaporização40 kJ/mol
Pressão de vapor10 kPa a 392 K
Classe magnéticas.d.
Outras propriedades
Calor específicos.d. J/(kg·K)
Condutividade térmica1,7 W/(m·K)
Velocidade do soms.d. m/s a 20 °C
Número CAS7440-68-8
1.º Potencial de ionização920 kJ/mol
Isótopos mais estáveis
iso AN Meia-vida MD Ed PD
MeV
210At100%8,1 hε
α
3,981
5,631
210Po
206Bi
Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O ástato[2] (também conhecido como astatínio)[3] é um elemento químico de símbolo At, de número atómico igual a 85 (85 protões e 85 eletrões) e com massa atómica de aproximadamente [210] u. Pertence ao Grupo 17 da classificação periódica dos elementos e, à temperatura ambiente, encontra-se no estado sólido.

Atualmente há cerca de 31 gramas no planeta Terra, sendo assim o elemento mais raro conhecido.[4]

Características principais

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Este elemento altamente radioativo comporta-se quimicamente como os demais halogênios, especialmente como o iodo, porém o ástato possui um caráter mais metálico. Pesquisadores do Laboratório Nacional de Brookhaven identificaram as reações e as medidas elementares que envolvem o ástato. A maioria das características do ástato são conhecidas através dos seus isótopos sintéticos.[carece de fontes?]

É o elemento mais pesado entre todos os halogênios e apresenta cinco estados de oxidação: +7. +5, +3, +1 e -1. Forma compostos com outros halogênios, tais como AtCl e AtI.[carece de fontes?]

Aplicações

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Somente possui importância no campo teórico e não é conhecida uma aplicação prática para este elemento, provavelmente por ser tão radioativo que vaporiza por si mesmo quando acumulado em uma quantia apreciável.[5]

História

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O ástato (do grego astatos, que significa "instável") foi primeiramente sintetizado em 1940 por Dale R. Corson, Kenneth Ross MacKenzie, e Emilio Gino Segre na Universidade da Califórnia, Berkeley, Estados Unidos, bombardeando bismuto com partículas alfa.[6][7]

Ocorrência e obtenção

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Só existe na crosta terrestre e na forma de isótopos radioativos. A quantidade total presente na crosta é estimada em menos de 32 gramas, sendo considerado praticamente o elemento mais raro do Universo, até onde sabemos.[8] É encontrado em minerais de urânio e tório, porém em quantidades muito pequenas (traços).[9] Resulta do lento decaimento do urânio e do tório, por este pertencer à série radioativa destes elementos.

Os poucos microgramas de ástato sintéticos foram produzidos pelo bombardeamento do bismuto com partículas alfa de alta energia.[10]

Isótopos

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Os isótopos do ástato (ou astatínio) variam do 191At ao 223At e todos são radioativos. O isótopo com meia-vida mais longa é o 210At, com somente 8,1 horas. O de menor meia-vida é o isótopo 213At, com 125 nanosegundos.[11]

Precauções

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Por este ser altamente radioativo, deve ser manuseado apenas em investigações científicas e em condições especiais. A quantidade de ástato na natureza é tão pequena que não oferece risco à saúde humana. Entretanto, quando injetado em animais e por ser um halogênio, instala-se na glândula tiroide do mesmo modo que o iodo e há indicações de que seja altamente cancerígeno.[12]

Referências

  1. Júlio Carlos Afonso (17 de julho de 2011). «Elemento Químico | Astato» (PDF). qnesc.sbq.org.br. Consultado em 22 de fevereiro de 2025
  2. «ástato». Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora. Infopédia
  3. «astatínio». Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora. Infopédia
  4. «Qual é a substância química mais rara do universo?». Mega Curioso - As curiosidades mais interessantes estão aqui. 13 de julho de 2013. Consultado em 2 de setembro de 2021
  5. Carlos Eduardo Ferreira (13 de julho de 2013). «Qual é a substância química mais rara do universo?». megacurioso.com. Consultado em 15/01/2017.
  6. Hans-Jürgen, Quadbeck-Seeger (2008). World of the Elements: Elements of the World. Hoboken, NJ: John Wiley & Sons. p. 74
  7. «Wayback Machine» (PDF). web.archive.org. 23 de agosto de 2017. Consultado em 2 de setembro de 2021
  8. Lide, David R. (2004). CRC handbook of chemistry and physics : a ready-reference book of chemical and physical data. Internet Archive. [S.l.]: Boca Raton : CRC Press
  9. Asimov, Isaac (1957). Only a Trillion (em inglês). [S.l.]: Abelard-Schuman
  10. Gopalan, R. (2009). Inorganic Chemistry for Undergraduates (em inglês). [S.l.]: Universities Press
  11. «The NUBASE evaluation of nuclear and decay properties». Audi, Georges; Bersillon, Olivier; Blachot, Jean; Wapstra, Aaldert Hendrik. The NUBASE evaluation of nuclear and decay properties
  12. «O que é radiação? Como Funciona? E Como ele faz? Ele é Perigoso? Entenda passo a passo sobre esse elemento da Química e é ao mesmo tempo Extremamente TÓXICO!». 30 de agosto de 2021. Consultado em 2 de setembro de 2021

Ligações externas

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BERJAYA
O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Ástato