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Actínio

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Actínio, 89Ac
Aparência
prateado
Actínio na tabela periódica
RádioActínioTório

La

  BERJAYA
 
89
Ac
 
               
               
                                   
                                   
                                                               
                                                               
Ac

Número atómico (Z)89
SérieActinídeo
Grupo3 (IIIB)
Período7
Blocof
Propriedades atómicas
Eletronegatividade (Pauling)1,1
Massa atómica227,0278 u
Raio atómico (calculado)195 pm
Raio covalente215 pm
Configuração electrónica[Rn] 6d1 7s2
Elétrons (por nível de energia)2, 8, 18, 32, 18, 9, 2 (ver imagem)
Estado(s) de oxidação3
Óxidoóxido neutro
Propriedades físicas
Estado em CPTPsólido
Ponto de fusão1323 K
Ponto de ebulição3471±300 K
Densidade, dureza10070 kg/m3
Entalpia de fusão14 kJ/mol
Entalpia de vaporização400 kJ/mol
Outras propriedades
Estrutura cristalinacúbica de faces centradas
Condutividade térmica12 W/(m·K)
Número CAS7440-34-8
1.º Potencial de ionização499 kJ/mol
2.º Potencial de ionização1170 kJ/mol
Isótopos mais estáveis
iso AN Meia-vida MD Ed PD
MeV
224Acsintético2,9 hε
α
β-
1,403
9,100
0,232
224Ra
220Fr
224Th
225Acsintético10 dα5,935221Fr
226Acsintético29,4 hβ-
ε
α
0,640
1,116
5,536
226Th
226Ra
222Fr
227Ac100%21,773 aβ-
α
0,045
5,536
227Th
223Fr
228Actraços6,15 hβ-2,127228Th
Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O actínio (do grego "aktínos", raio luminoso) é um elemento químico de símbolo Ac, de número atômico 89 (89 prótons e 89 elétrons) com massa atómica 227,0 u.[1] À temperatura ambiente, o actínio encontra-se no estado sólido.

É uma das terras raras e dá nome a um grupo de metais de transição interna denominados actinídeos.[1] Pertence ao grupo 3 da classificação periódica dos elementos. Foi descoberto em 1899 pelo francês André-Louis Debierne.[2] Tem como principais aplicações em radioterapia e como fonte de nêutrons.[2]

Características principais

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É um elemento metálico, radioativo de aspecto prateado. Devido a sua intensa radioatividade brilha na escuridão com uma luz azulada. O isótopo Ac—227, que é encontrado em quantidades traços, em minerais de urânio, é um emissor de partículas alfa e partículas beta com um período de semidesintegração de 21,773 anos. Uma tonelada de mineral de urânio contém cerca de 0,1 gramas de actínio. Seu comportamento químico é muito similar aos demais terras raras, particularmente ao lantânio.

Aplicações

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Sua radioatividade é da ordem de 150 vezes a do rádio, tornando-se útil como fonte de nêutrons.[2] Além disso. não tem aplicações industriais significativas. O Ac-225 é empregado em medicina na produção de Bi-213 para radioterapia.

Compostos

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Os halogenetos são conhecidos nos estados de oxidação de +3 .

Número de oxidaçãoFClBrI
+3 Fluoreto de actínio(III)
AcF3
branco
Cloreto de actínio(III)
AcCl3
branco
Brometo de actínio(III)
AcBr3
branco
Iodeto de actínio(III)
AcI3
branco


História

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O actínio (do grego "ακτις", "ακτινoς", raio luminoso), foi descoberto em 1899 pelo químico francês André-Louis Debierne que o obteve da pechblenda.[2] Em 1902 foi descoberto, de forma independente, por Friedrich Otto Giesel.[2]

Abundância e obtenção

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São encontrados traços de actínio (Ac-227) em minerais de urânio, porém são obtidos em pequenas quantidades (na ordem de miligramas) bombardeando o rádio-226 com nêutrons em reatores nucleares. O metal é obtido mediante a redução do fluoreto de actínio com vapor de lítio a 1100-1300 °C.

Isótopos

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O isótopo radioativo Ac-227 é o único que se encontra na natureza e é o mais estável entre os trinta isótopos identificados com uma meia-vida de 21,773 anos, seguido do Ac-225 ( 10 dias ) e o Ac-226 ( 29,37 horas ). O resto dos isótopos apresentam meias-vidas inferiores a 10 horas, e a maioria destes menos de 1 minuto. O Ac-228, da série do Th-232, é conhecido como "mesotório 2".

O Ac-227 alcança o equilíbrio com seus produtos de desintegração transcorridos 185 dias, desintegrando-se posteriormente com uma meia-vida de 21,773 anos.

Precauções

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O Ac-227 é extremamente radioativo, e levando em conta seus efeitos potenciais sobre a saúde, é tão perigoso quanto o plutônio. A ingestão, mesmo em pequenas quantidades, pode causar danos muito graves.

Referências

  1. 1 2 Emsley 2003, p. 20.
  2. 1 2 3 4 5 Emsley 2003, p. 19.

Bibliografia

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  • Emsley, John (2003). Nature's Building Blocks: An A-Z Guide to the Elements. Oxford: Oxford University Press. ISBN 9780198503408