close
Ir para o conteúdo

Fringilla

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Fringilla
BERJAYA
Macho de Tentilhão-comum
Classificação científica e
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Fringillidae
Subfamília: Fringillinae
Leach, 1820
Gênero: Fringilla
Linnaeus, 1758
Espécie-tipo
Fringilla coelebs
Linnaeus, 1758
Espécies

Fringilla é um pequeno grupo de fringilídeos, o único gênero que compõe a subfamília Fringillinae. Os pássaros granívoros deste género são vulgarmente designados tentilhões.

Taxonomia

[editar | editar código]

O gênero Fringilla foi descrito em 1758 pelo naturalista sueco Carl Linnaeus na décima edição do seu Systema Naturae.[1] O nome do gênero Fringilla é a palavra em Latim para "tentilhão".[2] Lineu incluiu 30 espécies no gênero (Fringilla zena foi listada duas vezes) e destas, o tentilhão-comum (Fringilla coelebs) é considerado a espécie-tipo.[3]

Espécies

[editar | editar código]

No início do século XX, considerava-se que o gênero incluía apenas três espécies, tendo as outras espécies incluídas por Lineu sido transferidas para outros gêneros. Em 2016, foi proposto que a subespécie extremamente rara de tentilhão-azul da Grã-Canária, F. teydea polatzeki, fosse tratada como uma espécie separada, aceitando-se assim uma quarta espécie, F. polatzeki.[4][5]

Um importante estudo genético, morfológico e comportamental realizado em 2021 dividiu o antigo tentilhão-comum (Fringilla coelebs sensu lato) em cinco espécies,[6] pelo que o gênero é agora aceite como contendo oito espécies:[7]

ImagemNome científicoNome comumDistribuição
BERJAYAFringilla coelebsTentilhão-comumEuropa, através da Ásia até à Sibéria ocidental; migra para o sul no inverno para o norte de África e norte da Índia
BERJAYAFringilla spodiogenysTentilhão-africanoNoroeste de África; não migratório
BERJAYAFringilla morelettiTentilhão-dos-açoresAçores; não migratório
BERJAYAFringilla maderensisTentilhão-da-madeiraMadeira; não migratório
BERJAYAFringilla canariensisTentilhão-das-canáriasIlhas Canárias; não migratório
BERJAYAFringilla polatzekiTentilhão-azul-de-gran-canariaGrã-Canária (Ilhas Canárias); não migratório
BERJAYAFringilla teydeaTentilhão-azulTenerife (Ilhas Canárias); não migratório
BERJAYAFringilla montifringillaTentilhão-montêsNordeste da Europa e norte da Ásia, migrando para oeste e sul no inverno para a Europa ocidental, norte de África, norte da Índia, norte do Paquistão, China e Japão

O tentilhão-comum encontra-se principalmente em habitats florestais, na Europa e na Ásia Ocidental; as outras espécies anteriormente tratadas como subespécies deste ocorrem no Norte de África e na Macaronésia; os tentilhões-azuis são endêmicos insulares; e o tentilhão-montês reproduz-se na taiga do norte e na tundra do sul da Eurásia.[8]

As oito espécies são todas de tamanho muito semelhante, 14–18 centimetros (5,5–7,1 in) de comprimento, sendo o tentilhão-montês o mais pequeno e o tentilhão-azul o maior; são todos semelhantes na forma.[9][8] Têm um voo ondulante, alternando momentos de batimento de asas com planeio de asas fechadas.[10] Não são tão especializados como outros fringilídeos, alimentando-se tanto de insetos como de sementes. Durante a reprodução, alimentam as suas crias com insetos em vez de sementes, ao contrário de outros fringilídeos (como os da subfamília Carduelinae).[8]

Referências

[editar | editar código]
  1. Linnaeus, Carl (1758). Systema Naturae per regna tria naturae, secundum classes, ordines, genera, species, cum characteribus, differentiis, synonymis, locis (em latim). 1 10th ed. Holmiae (Stockholm): Laurentii Salvii. p. 179
  2. Jobling, James A. (2010). The Helm Dictionary of Scientific Bird Names. London, United Kingdom: Christopher Helm. p. 164. ISBN 978-1-4081-2501-4
  3. Paynter, Raymond A. Jr, ed. (1968). Check-List of Birds of the World. 14. Cambridge, Massachusetts: Museum of Comparative Zoology. p. 203
  4. Sangster, G.; Rodríguez-Godoy, F.; Roselaar, C.S.; Robb, M.S.; Luksenburg, J.A. (2016). «Integrative taxonomy reveals Europe's rarest songbird species, the Gran Canaria blue chaffinch Fringilla polatzeki». Journal of Avian Biology. 47 (2): 159–166. doi:10.1111/jav.00825
  5. «The Rarest Songbird in Europe». Wildlife Articles. Consultado em 5 de março de 2016. Cópia arquivada em 8 de março de 2016
  6. Recuerda, María; Illera, Juan Carlos; Blanco, Guillermo; Zardoya, Rafael; Milá, Borja (2021). «Sequential colonization of oceanic archipelagos led to a species-level radiation in the common chaffinch complex (Aves: Fringilla coelebs)». Molecular Phylogenetics and Evolution. 164. Bibcode:2021MolPE.16407291R. PMID 34384903. doi:10.1016/j.ympev.2021.107291Acessível livremente. hdl:10261/250227Acessível livremente
  7. «Finches, euphonias, longspurs, Thrush-tanager». IOC World Bird List – Version 14.2. 20 de fevereiro de 2025. Consultado em 19 de março de 2025
  8. 1 2 3 Newton, Ian (1973). Finches. Col: New Naturalist 55. New York: Taplinger. pp. 19–30. ISBN 0-8008-2720-1
  9. Shirihai, Hadoram; Svensson, Lars (2019). Handbook of Western Palearctic birds. volume 2: Passerines: flycatchers to buntings. London Oxford New York New Delhi Sydney: Helm. pp. 353–363. ISBN 978-1-4729-3737-7
  10. Clement, Peter; Harris, Alan; Davis, John (1993). Finches and Sparrows. Princeton, New Jersey: Princeton University Press. ISBN 0-691-03424-9

Ligações externas

[editar | editar código]