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Piero Soderini

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Pier Soderini
BERJAYA
Piero Soderini, por Ridolfo del Ghirlandaio
Nascimento
Morte
13 de junho de 1522 (71 anos)

ProgenitoresMãe: Dianora Tornabuoni
Pai: Tommaso di Lorenzo Soderini
Ocupaçãopolítico

Piero Soderini ou Piero di Tommaso Soderini, também conhecido como Pier Soderini (18 de maio de 145013 de junho de 1522), foi um político florentino.[1] Governou o estado de Florença no período renascentista.[2]

Biografia

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Soderini nasceu em Florença, filho de Tommaso di Lorenzo Soderini, membro de uma antiga família que se tornara famosa na medicina, e de sua segunda esposa Dianora Tornabuoni, também de uma prestigiosa família florentina e cunhada de Piero di Cosimo de' Medici. O irmão de Soderini era o estadista e apoiador de Girolamo Savonarola, Paolo Antonio Soderini. O terceiro irmão era o cardeal Francesco Soderini, bispo de Volterra. Em 1481 foi Prior da cidade e, mais tarde, tornou-se favorito de Piero di Lorenzo de' Medici, recebendo dele, em 1493, a honra de ser embaixador no Reino da França. Foi eleito gonfaloniere vitalício em 1502 pelos florentinos, que desejavam dar maior estabilidade às suas instituições republicanas, restauradas após a expulsão de Piero de' Medici e a execução de Savonarola.[3][4]

O governo de Soderini mostrou-se moderado e sábio, embora ele não possuísse as qualidades de um grande estadista. Ele introduziu um sistema de milícia nacional em lugar de mercenários estrangeiros. Durante seu governo, a longa guerra contra Pisa foi encerrada com a captura daquela cidade pelos florentinos em 1509. Nicolau Maquiavel, autor de O Príncipe e dos Discursos sobre Tito Lívio, serviu sob seu comando como segundo chanceler e como embaixador junto a César Bórgia, Roma e França. Embora Maquiavel inicialmente tivesse muito respeito por Soderini, sua atitude mudou com os eventos que levaram à queda de Soderini.[4]

Grato à França, que o havia ajudado, Soderini sempre tomou o partido francês na política italiana. Mas em 1512 os Médici retornaram a Florença com a ajuda de um exército espanhol, depuseram Soderini e o exilaram. Ele se refugiou em Orašac (perto de Dubrovnik) na Dalmácia,[5] onde permaneceu até a eleição do Papa Leão X, que o convocou a Roma e lhe concedeu muitos favores. Soderini viveu em Roma pelo resto da vida e trabalhou pelo bem de Florença, para onde nunca mais lhe foi permitido retornar.[4]

Morreu em Roma em 1522 e foi sepultado na igreja de Santa Maria del Popolo.[6]

Referências

  1. Treccani (2017). «Soderini, Piero di Tommaso». Enciclopédia Treccani. Consultado em 24 de julho de 2017
  2. Das, Darshana (2017). «Piero di Tommaso Soderini». Encyclopaedia Britannica. Consultado em 24 de julho de 2017
  3. Este artigo incorpora texto (em inglês) da Encyclopædia Britannica (11.ª edição), publicação em domínio público. This work in turn cites: Silvano Razzi, Vita di Pier Soderini (Padua, 1737)
  4. 1 2 3 Gelčić, Josip (1894). Piero Soderini profugo a Ragusa: memorie e documenti (em italiano). Ragusa: Carlo Pretner
  5. Margaretić, Marija, Zbornik Dubrovačkog primorja i otoka, Kulturno – prosvjetno društvo Primorac, Dubrovnik, 2006, ISSN 0353-5428, p 221
  6. Dizionario Biografico degli Italiani

Bibliografia

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