Observatório da Imprensa
| Observatório da Imprensa | |
|---|---|
| Informações gerais | |
| Formato | Programa jornalístico |
| Gêneros | Atualidades, jornalismo |
| Criação | Alberto Dines |
| Direção | Emília Ferraz |
| Apresentação | Alberto Dines |
| Tema de abertura | Instrumental |
| Tema de encerramento | Instrumental |
| País de origem | |
| Idioma original | (em português brasileiro) |
| Temporadas | 15 |
| Episódios | 714 |
| Produção | |
| Produtores | Edilaine Silva Pedro Nabuco |
| Duração | 60 minutos (aprox.) |
| Formato | |
| Câmera | Multicâmera |
| Formato de imagem | 480i (SDTV) 1080i (HDTV) |
| Exibição original | |
| Emissora | TV Cultura TVE Brasil (1998-2007) TV Brasil (2008-2016) |
| Transmissão | 5 de maio de 1998 – março de 2016 |
Observatório da Imprensa é um website e programa de rádio e TV brasileiro cujo foco é a análise da atuação dos meios de comunicação em massa no país. O criador do programa, Alberto Dines, ganhou em 2016 o Prêmio Abraji de Contribuição ao Jornalismo, da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo[1] Dines foi homenageado com um prêmio da Associação Nacional de Jornais (ANJ), após sua morte em 2018.[2] A premiação visa valorizar a defesa da liberdade de imprensa.[2] A partir de 2016 o site passou a ser mantido com financiamento coletivo dos seus leitores.[3]
História
[editar | editar código]Anos 1990—presente
[editar | editar código]"Jornalistas não podem se intimidar com o berro de um general, agressões de policiais ou de quem quer que seja, mesmo que vindo de um presidente dos Estados Unidos (...) Todo jornalismo é investigativo, ou não é jornalismo. Donde se conclui que o que lemos, ouvimos e vemos todos os dias na imprensa não é jornalismo."[4]
– Alberto Dines
O website do Observatório da Imprensa foi lançado em abril de 1996, tendo Alberto Dines como seu editor. Foi uma iniciativa do Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo (Projor) e um projeto original do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Universidade Estadual de Campinas. Foi financiado pela Fundação Ford e o governo federal durante o mandato de Dilma Rousseff.[5][6]
Em 5 de maio de 1998, foi lançado o programa de televisão semanal, criado e comandado por Dines,[7] produzido pela TVE e exibido pelas emissoras públicas TV Cultura e TVE Brasil (atual TV Brasil). Além de debater os temas importantes do jornalismo, o programa de TV do Observatório produziu uma série de documentários sobre a história da imprensa no Brasil.[8]
Em maio de 2005, foi lançado o programa de rádio diário, transmitido em emissoras públicas e educacionais. Os áudios dos programas estão disponíveis no site do Observatório da Imprensa no formato de podcasts. Em fevereiro de 2016 foi ao ar o último programa inédito com entrevista a Anita Leocádia. Até março ainda foi possível assistir algumas reprises. E, depois disso, o programa não mais voltou, devido ao afastamento de Alberto Dines por motivos de saúde e nenhum substituto foi chamado.[9] Pela TV Cultura, o último programa foi ao ar em 29 de Abril de 2008, e o primeiro, em 05 de Maio de 1998. Em 2016 lançou uma campanha pedindo doações para se manter no ar, após cortes do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, decisão tomada em junho pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Também foi cancelado o contrato com a Empresa Brasil de Comunicação, da TV Brasil.[10]
Linha editorial
[editar | editar código]O Observatório da Imprensa apresenta-se como uma entidade civil não governamental, não corporativa e não partidária que pretende acompanhar, juntamente a outras organizações da sociedade civil, o desempenho da mídia brasileira.[11]
O Observatório defende-se dizendo que é um veículo sem pauta ou proprietário, aberto a contribuições de jornalistas, professores, executivos e empresários de comunicação de todas as tendências políticas e ideológicas,[12][13] inclusive a críticos de seu suposto posicionamento ideológico.[14][15]

Caso Novo Jornal
[editar | editar código]Em 2008 o Observatório da Imprensa sugeriu que o Novo Jornal sofreu empastelamento "virtual", com uso da justiça de Minas Gerais, a fim de omitir notícias negativas sobre Aécio Neves e outros políticos do estado,[16] configurado não somente pela retirada do ar do site que publicara a Lista de Furnas e prisão de seu editor, como pelo desaparecimento de seus arquivos após apreensão pela polícia civil com anuência do Ministério Público estadual.[17] A Vice investigou o caso e entrevistou diversos jornalistas em 2017, que comentaram sobre a censura em Minas Gerais.[18]
Referências
- ↑ «Abraji». Abraji. Consultado em 7 de julho de 2019. Cópia arquivada em 11 de janeiro de 2019
- 1 2 «Prêmio valoriza defesa da liberdade de imprensa». GaúchaZH. Grupo RBS. 30 de agosto de 2018. Consultado em 30 de junho de 2019
- ↑ «Do Brasil e seus heróis». Correio do Brasil. Consultado em 6 de julho de 2019. Cópia arquivada em 7 de julho de 2019
- ↑ «Após 10 dias internado, morre jornalista Alberto Dines, aos 86 anos». Correio Braziliense. 22 de maio de 2018. Consultado em 7 de julho de 2019. Cópia arquivada em 22 de maio de 2018
- ↑ «Ford Foundation - Brazil, 2007, p. 10» (PDF). Consultado em 21 de dezembro de 2008. Arquivado do original (PDF) em 28 de novembro de 2008
- ↑ Catarina Alencastro; Paulo Celso Pereira (18 de Junho de 2016). «Temer suspende patrocínio de R$ 11 milhões para blogs políticos». O Globo. Cópia arquivada em 22 de Junho de 2016
- ↑ Agência Estado (22 de maio de 2018). «Jornalista Alberto Dines morre aos 86 anos». Estadão. Consultado em 1 de julho de 2019
- ↑ Moreno dos Santos, Polliana (9 de setembro de 2022). «A Memória Midiática nos 50 anos do golpe de 1964: Alberto Dines, "Chumbo Quente" e o Observatório da Imprensa». Repositório da UFBA. Tese de doutorado. Consultado em 10 de fevereiro de 2026. Cópia arquivada em 10 de fevereiro de 2026
- ↑ «"Observatório da Imprensa", da TV Brasil, é cancelado». Nucleo Piratininga. 15 de junho de 2016
- ↑ Nilton de Sá (29 de agosto de 2016). «Em crise, Observatório da Imprensa faz vaquinha virtual». Folha de S.Paulo. Consultado em 5 de julho de 2019
- ↑ "Objetivos" Arquivado em 23 de julho de 2010, no Wayback Machine. - Observatório da Imprensa
- ↑ "Aberto às críticas e às tolices" - Observatório da Imprensa
- ↑ "Cartas" - Edição de Marinilda Carvalho - Observatório da Imprensa
- ↑ "Observatório daltônico" - Observatório da Imprensa
- ↑ "Mídia sem máscara" - Comunique-se.com.br, republicado pelo OI
- ↑ José de Souza Castro (16 de agosto de 2008). «O empastelamento do Novo Jornal». Observatório da Imprensa. Consultado em 30 de junho de 2019. Cópia arquivada em 1 de julho de 2019
- ↑ «Aécio Neves usava Justiça mineira para calar a imprensa sobre crimes». Correio do Brasil. 18 de janeiro de 2018. Consultado em 30 de junho de 2019. Cópia arquivada em 1 de julho de 2019 Erro de citação: Parâmetro inválido "namep"cb1812018"" na etiqueta
<ref>. Os parâmetros suportados são: details, dir, follow, group, name. - ↑ «Por que os jornalistas de Minas detestam Aécio e Andrea Neves». Vice (revista). 22 de maio de 2017. Consultado em 1 de julho de 2019
