PicPay
| PicPay | |
|---|---|
| Razão social | PicPay Instituição de Pagamento S.A.[1] |
| Empresa de capital aberto[2] | |
| Cotação | NASDAQ: PICS |
| Atividade | Serviços financeiros |
| Gênero | Fintech |
| Fundação | 19 de julho de 2012 (14 anos)[3] |
| Fundador(es) |
|
| Sede | São Paulo, SP, Brasil[1] |
| Proprietário(s) | |
| Pessoas-chave | Eduardo Chedid (CEO)[5] |
| Empregados | +4 500 (2023)[6][7] |
| Produtos | Conta digital, carteira digital, Pix, cartões, crédito, investimentos, seguros, adquirência, soluções para empresas |
| Empresa-mãe | PicS Limited[1][8] |
| Ativos | |
| Lucro | |
| LAJIR | |
| Faturamento | |
| Website | picpay |
PicPay (NASDAQ: PICS)[2] é um banco digital e fintech brasileira, fundada em 2012 na cidade de Vitória, no Espírito Santo, por empreendedores capixabas.[9] A empresa opera uma plataforma de serviços financeiros voltada a consumidores e empresas, incluindo conta digital, pagamentos, Pix, cartões, crédito, investimentos, seguros e soluções para pequenos e médios negócios.
Em maio de 2020, atingiu a marca de 20 milhões de usuários no Brasil, segundo a Reuters.[10] Em outubro do ano seguinte, a fintech atingiu a marca de 60 milhões de clientes, além disso, a empresa estreou como patrocinador da edição do Big Brother Brasil 21 e firmou parceria com o SBT para uma nova versão do Show do Milhão.[11]
A empresa foi uma das primeiras a permitir pagamentos com QR code, antes mesmo do Pix,[12][13] ferramenta lançada pelo Banco Central em 2020 e também adotada pela plataforma.[14]
História
[editar | editar código]O PicPay foi criado em 2012 por empreendedores do Espírito Santo, com a proposta de simplificar pagamentos por meio de dispositivos móveis. A plataforma já oferecia transferências instantâneas entre pessoas e pagamentos por QR code antes da criação do Pix pelo Banco Central do Brasil.
Em 2015, o Banco Original adquiriu participação na companhia, marcando a entrada do grupo J&F, da família Batista, no negócio.[15] Posteriormente, a J&F Investimentos passou a deter o controle majoritário da empresa.[16]
Em 2020, a empresa obteve autorização do Banco Central para operar como instituição de pagamento. Em 2021, adquiriu o Guiabolso, fintech associada ao desenvolvimento de soluções de Open Finance no Brasil.[17] Em 2023, adquiriu a BX Blue, especializada em crédito consignado, e, em uma reorganização da J&F Participações, incorporou as operações de varejo do Banco Original à sua plataforma, alcançando cerca de 35 milhões de clientes ativos mensais.[18]
Produtos e serviços
[editar | editar código]O ecossistema do PicPay inclui serviços para pessoas físicas e jurídicas. Para consumidores, a empresa oferece conta digital, carteira digital, Pix, pagamento de boletos, portabilidade de salário, cartão, empréstimos, seguros, investimentos e consórcios. Para empresas, disponibiliza soluções de recebimento, maquininha, link de pagamento, QR code, antecipação de recebíveis, crédito e conta para pequenos e médios negócios.
Mercado de capitais
[editar | editar código]No dia 28 de janeiro de 2026, o PicPay fez seu IPO na Bolsa de Valores de NASDAQ, captando 435 milhões de dólares americanos, com um valuation de cerca de 2,6 bilhões de dólares americanos, sendo essa a primeira oferta pública inicial de uma empresa brasileira nos Estados Unidos desde 2021, quando o Nubank abriu seu capital.[2] As ações passaram a ser negociadas na NASDAQ sob o código PICS.[19]
Governança
[editar | editar código]Desde 2024, Eduardo Chedid atua como diretor-presidente do PicPay.[20]
Controvérsias
[editar | editar código]Para impelir o uso do aplicativo, o PicPay oferecia a novos usuários o valor em crédito de dez reais se fossem indicados por alguém através de um código ou link. Porém, algumas pessoas prometiam devolver aos usuários recém-cadastrados o dobro do valor se lhes transferissem uma determinada quantidade de crédito. Golpistas se aproveitaram e usavam nomes de empresas para enganar esses novos usuários.[21]
No dia 25 de março de 2026, o serviço de adiantamento salarial oferecido pelo PicPay, do grupo J&F, foi suspenso pela Secretaria de Economia do Distrito Federal após o Tribunal de Contas do DF apontar suspeitas de que tarifas foram descontadas de forma irregular no contracheque dos servidores.[22] No dia 19 de junho de 2026, a empresa foi alvo de uma operação deflagrada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, que investiga descontos irregulares na folha de pagamento de servidores do governo do Distrito Federal.[23]
Prêmios
[editar | editar código]- Prêmio iBest 2020 - Top 3 pelo Júri Oficial e Vencedor pelo Júri Popular na categoria Fintech
- Prêmio iBest 2020 - Vencedor pelo Júri Popular e Oficial na categoria SuperApp
- Prêmio iBest 2021 - Vencedor pelo Júri Popular e Oficial na categoria Fintech
- Prêmio iBest 2021 - Vencedor pelo Júri Popular e Oficial na categoria Superapp
- Prêmio Reclame Aqui 2023 - Top 3 na categoria de Bancos e Cartões Digitais
- Prêmio Reclame Aqui 2024 - Primeiro lugar na categoria Pagamentos Online
- Prêmio Reclame Aqui 2024 - Primeiro lugar na categoria Empréstimos Online
- Prêmio Banking Transformation 2024 na categoria de Melhor Iniciativa de Educação
- Prêmio iBest 2024 - Vencedor pelo Voto Popular na categoria Banco Digital
Ver também
[editar | editar código]Referências
- 1 2 3 «Demonstrações Financeiras de Junho de 2022» (PDF). PicPay IR. Consultado em 20 de fevereiro de 2025. Cópia arquivada (PDF) em 20 de fevereiro de 2025
- 1 2 3 Bretas, Valéria (28 de janeiro de 2026). «PicPay estreia na Nasdaq, capta US$ 435 milhões e sai no topo da faixa». Estadão E-Investidor - As principais notícias do mercado financeiro. Consultado em 29 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 29 de janeiro de 2026
- ↑ «Dados da Empresa». Empresas do Brasil. Cópia arquivada em 21 de novembro de 2019
- ↑ «PicPay». J&F Investimentos. Consultado em 20 de fevereiro de 2025. Cópia arquivada em 16 de dezembro de 2025
- ↑ «Executives & Board of Directors». PicPay IR (em inglês). Consultado em 20 de fevereiro de 2025. Cópia arquivada em 13 de janeiro de 2026
- ↑ «O PicPay encerra o ano com 58% dos seus colaboradores atuando na área de tecnologia. Empresa conta com 4,5 mil profissionais.»
- ↑ «Conheça o PicPay: nossa missão, visão e valores». PicPay. Consultado em 20 de fevereiro de 2025. Cópia arquivada em 15 de agosto de 2025
- 1 2 3 4 5 «2023 Consolidated Financial Statements» (em inglês). PicPay IR. Consultado em 20 de fevereiro de 2025. Cópia arquivada em 19 de dezembro de 2025
- ↑ Lyrio, Elton (14 de maio de 2016). «Invenção de capixabas vai facilitar a vida de quem usa rotativo». Gazeta Online. Cópia arquivada em 21 de novembro de 2019
- ↑ Staff, Reuters (12 de maio de 2020). «Brazilian digital wallet PicPay reaches 20 million customers». Reuters (em inglês). Consultado em 3 de fevereiro de 2021. Cópia arquivada em 20 de agosto de 2023
- ↑ «Exclusivo: PicPay bate 60 milhões de clientes e quer ser mais que carteira». Exame. 29 de outubro de 2021. Consultado em 8 de fevereiro de 2022. Cópia arquivada em 20 de agosto de 2023
- ↑ Heemann, Monique (17 de fevereiro de 2022). «Conheça a história do PicPay contada pelo cofundador do app». Blog do PicPay. Consultado em 8 de junho de 2026. Cópia arquivada em 18 de janeiro de 2026
- ↑ Krempel, Lucas (19 de agosto de 2013). «Transforme o smartphone em quase tudo com apps». A Tribuna
- ↑ Canaltech (8 de dezembro de 2020). «Como usar o PIX para receber e enviar dinheiro no PicPay». Canaltech. Consultado em 8 de junho de 2026. Cópia arquivada em 8 de junho de 2026
- ↑ «PicPay será o novo banco dos clientes do Original; entenda a mudança e como vai ficar a conta digital». Seu Dinheiro. Junho de 2023
- ↑ «PicPay». B2B Stack
- ↑ «PicPay compra Guiabolso e acelera no open banking». Exame. Setembro de 2021
- ↑ «J&F, da família Batista, reorganiza negócio bancário e incorpora clientes do Original no PicPay». InfoMoney. 17 de junho de 2023
- ↑ «PicPay IPO breaks four-year drought for Brazilian companies» (em inglês). Reuters. 29 de janeiro de 2026
- ↑ «Executives & Board of Directors». PicPay IR (em inglês). Consultado em 20 de fevereiro de 2025. Cópia arquivada em 13 de janeiro de 2026
- ↑ «App PicPay, da J&F, vira local de golpes financeiros». EXAME. 28 de junho de 2017. Consultado em 1 de março de 2020. Cópia arquivada em 20 de outubro de 2019
- ↑ Iana Caramori (25 de março de 2026). «Serviço do PicPay contratado pelo GDF foi suspenso após suspeita de tarifas irregulares nos salários». G1. Consultado em 21 de junho de 2026
- ↑ «O que é o PicPay, banco digital alvo de operação por descontos indevidos a servidores do DF». G1. 19 de junho de 2026. Consultado em 21 de junho de 2026
