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GAESA

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O Grupo de Administração Empresarial SA ou GAESA é o maior megaconglomerado empresarial de Cuba, controlado pelos militares.[1] Entre outros interesses, detém o controle exclusivo da indústria hoteleira cubana, da qual historicamente obteve bilhões de dólares americanos e canadenses em receitas.[2] Também é proprietário do maior banco de Cuba.[3] De acordo com o Miami Herald, a GAESA, atuando como representante dos militares cubanos, possuía cerca de US$ 18 bilhões em ativos em agosto de 2025.[4]

A GAESA foi fundada por Raúl Castro para proporcionar às forças armadas cubanas uma base financeira durante o Período Especial[5] e foi administrada pelo general cubano Luis Alberto Rodríguez López-Calleja até sua morte, em 2022[6]. A GAESA funciona como um "Estado dentro do Estado", uma vez que o conglomerado não permite que o governo cubano audite suas contas e os lucros são açambarcados pela elite governante cubana.[7]

Operações e participações

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Embora a GAESA não divulgue seus registros financeiros, um vazamento não confirmado de informações de suas demonstrações financeiras de 2023 e 2024 foi publicado pelo El Nuevo Herald em 2025, fornecendo dados a respeito. Entre as empresas afiliadas estão:

  • Gaviota (Grupo de Turismo Gaviota S.A.) controla grande parte do turismo em Cuba; a gestão é realizada, em sua maioria, por empresas estrangeiras.
  • CIMEX – comércio varejista
  • TRD Caribe – comércio atacadista
  • A RAFIN S.A. e o Banco Financiero Internacional (BFI) controlam grande parte do sistema financeiro cubano.

A GAESA administra negócios de remessas, logística e armazenamento. Isso inclui o Porto de Mariel. A empresa atua nos setores de construção, transporte e comércio exterior. Por administrar efetivamente os principais fluxos de moeda estrangeira do país, ela é "o agente econômico mais influente" em Cuba.[8]

Referências

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  1. Torres, Nora Gamez (6 de agosto de 2025). «Five takeaways from a Herald investigation of Cuban military's secret dollar cache». Miami, Florida: Miami Herald. Cópia arquivada em 6 de outubro de 2025
  2. Dyer, Evan (2 de agosto de 2021). «How Canadian tourism sustains Cuba's army and one-party state». CBC News. Cópia arquivada em 7 de junho de 2026
  3. «Cuba's broken economy leaves it at Donald Trump's mercy». The Economist. ISSN 0013-0613. Consultado em 20 de março de 2026. Cópia arquivada em 6 de abril de 2026 Verifique o valor de |url-access=subscription (ajuda)
  4. Gamez Torres, Nora (6 de agosto de 2025). «Where is Cuba's money? Secret records show the military has massive cash hoard». The Miami Herald. Consultado em 27 de fevereiro de 2026. Arquivado do original em 3 de outubro de 2025
  5. «The Economic Crisis in Cuba, Its Causes, and Migration. | Cuba Capacity Building Project». horizontecubano.law.columbia.edu. Consultado em 20 de maio de 2026. Cópia arquivada em 18 de maio de 2026
  6. «Cuban general Lopez-Calleja dead of heart attack, state media says». Reuters (em inglês). Cópia arquivada em 2 de julho de 2022
  7. Abi-Habib, Maria; Gamio, Lazaro (16 de maio de 2026). «The Secretive Conglomerate That Controls Cuba's Economy». The New York Times (em inglês). ISSN 0362-4331. Cópia arquivada em 16 de maio de 2026
  8. «GAESA, the Invisible Elephant in Cuba's Macroeconomic Stabilization | Cuba Capacity Building Project». horizontecubano.law.columbia.edu (em inglês). 6 de julho de 2026. Consultado em 12 de julho de 2026. Cópia arquivada em 30 de junho de 2026