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15 Maio, 2007

PERENIDADE

Nada no mundo se repete.
Nenhuma hora é igual à que passou.
Cada fruto que vem cria e promete
Uma doçura que ninguém provou.

(...)

Miguel Torga, Libertação, 1944

12 Maio, 2007

...é sempre tempo!

... de Viver!

... de Amar!

... e de Recomeçar!

16 Dezembro, 2006

Ficarei por aqui.

Quando, há 25 anos, me iniciei no estudo das questões da Bioética, os quatro princípios propostos por Beauchamp e Childress para a ética médica (Beneficência, Não maleficência, Autonomia e Justiça) faziam-me todo o sentido.
Com o tempo e a reflexão sobre o Cuidado de Enfermagem, outros temas foram surgindo. E fui pensando na Responsabilidade, na Solidariedade, na Vulnerabilidade, no Respeito, na Protecção e na Solicitude, entre outros...

Ontem dei comigo a olhar aquele enfermo que me disse: ...decide tu. Sei que farás por mim tudo o que for preciso...


[...e, olhando, vi-o no limite da sua fragilidade, já vulnerado, confiando que a minha solidariedade me levaria a protegê-lo de qualquer mal e a promover solicitamente o seu bem. No uso da sua autonomia, que sabia respeitada, colocava-se nas minhas mãos esperando que, até ao fim, cuidasse dele. E esperava de mim o cuidado que lhe era devido.]
E confirmei para mim o essencial que há muito tempo vislumbrava: como enfermeira, bastam-me dois princípios. A todos, o que realmente devo, é um Cuidado Justo.

E ficarei por aqui.

07 Novembro, 2006

CONTRIBUTOS...

Os Cuidados em Fim de Vida sempre foram uma das principais prioridades dos Enfermeiros. No entanto, nas Unidades de Cuidados Intensivos, a Morte muitas vezes não só não é esperada, como pode não ser aceite como parte do ciclo natural da vida da Pessoa. Para muitos, pode ser um contrasenso falar de cuidados a doentes terminais em locais onde todos os recursos humanos e materiais estão dirigidos a salvar vidas. No entanto, quem lá trabalha sabe que, às vezes, já não é possível conseguir a cura, apenas (e já não é pouco...) garantir uma Morte com Dignidade.

Apesar desta problemática não ser antiga, continua a merecer reputados estudos de investigação por parte dos Enfermeiros de todo o mundo.
No "American Journal of Critical Care", de Janeiro deste ano, publicou-se um artigo com o título "Providing a "Good Death": Critical Care Nurses' Sugestions for improving End-of -Life Care"[1]. Este estudo recolheu sugestões para a melhoria dos cuidados entre várias centenas de enfermeiras norte-americanas, tendo-se chegado a algumas importantes conclusões.
Para uma morte com dignidade, é necessário assegurar que o paciente não morre sozinho; a dor e o desconforto devem ser controlados eficientemente; conhecer e respeitar os desejos do paciente quanto ao seu fim de vida; promover a cessação do tratamento inútil ou não iniciar tratamentos agressivos fúteis.
Como principais barreiras a este objectivo foram identificadas a existência de limitações de tempo dos enfermeiros, o tipo de organização das equipas de enfermagem, as dificuldades de comunicação, assim como decisões terapêuticas que não privilegiam as necessidades dos Pacientes.
Este estudo sugere a realização de campanhas educacionais dirigidas aos profissionais de saúde assim como ao público em geral, como forma de diminuir estas barreiras.

Para reflectir...

Enviado por: Carlos Cargaleiro (1º CME)

_________
[1] Beckstrande RL, Callister LC, Kirchhoff T, Providing a "Good Death": Critical Care Nurses' Sugestions for improving End-of -Life Care. American Journal of Critical Care. 2006;15:38-46

30 Outubro, 2006

Num dia como o de hoje...

em 1937, o Ministério da Educação Nacional reconhecia o Instituto de Ensino de Enfermagem da Associação das Franciscanas, que tinha iniciado o seu funcionamento em 1935, e que passaria a designar-se por Escola de Enfermagem da Imaculada Conceição em 1964.

BERJAYA

Não tivesse sido integrada no Instituto de Ciências da Saúde da UCP, a Escola Superior de Enfermagem da Imaculada Conceição teria comemorado hoje mais um aniversário...

01 Outubro, 2006

Simultaneidades

Quande se vai a São Paulo em trabalho não se levam expectativas de uma visita turistica. Por isso não tenho muito para mostrar.

Da janela do hotel a vista era esta:
BERJAYA

Na viagem entre o hotel e o Centro Universitário, era esta:
BERJAYA

Das instalações do Centro Universitário ressalto a Estação Ambiental:

BERJAYA
BERJAYA

e quem fica indiferente a isto?
BERJAYA

Simultaneidades de uma grande cidade... onde voltarei um dia, para ver o que é suposto turista ver...

25 Setembro, 2006

A ausência temporária teve uma boa causa.



Photobucket - Video and Image Hosting

04 Setembro, 2006

Disse...

a Zaida Charepe:

Como enfermeiros, devemos aprender a ver o melhor no que nos rodeia e acreditar que podemos melhorar cada vez mais a nossa interveção e fazer a diferença para alguém!

É aqui. E vale a pena ler o resto.

30 Agosto, 2006

Num dia como o de hoje...

BERJAYA
há 26 anos, foi a minha vez de afirmar publicamente:


Comprometo-me solenemente, perante Deus e esta assembleia, a viver a vida com honestidade e a exercer fielmente a minha profissão.
Abster-me-ei de tudo quanto for nocivo ou maléfico, e não tomarei nem administrarei conscientemente nenhuma substância prejudicial.
Farei tudo o que estiver em meu poder para elevar o padrão da profissão, e guardarei em segredo tudo o que de pessoal me for confiado, e todos os assuntos familiares de que venha a ter conhecimento no exercício da minha profissão.
Esforçar-me-ei por ajudar com lealdade o médico no seu trabalho, e dedicar-me-ei ao bem estar de quem for confiado aos meus cuidados

[na foto: finalistas da ESEnfIC fazendo o Juramento Nightingale, 22.Julho.2006]

29 Agosto, 2006

narrativas

«[...] Médicos, enfermeiras e simples serventes são feitos do mesmo barro quente e fraterno. É no sofrimento que testamos o quilate da nossa solidão. Somos nele capazes de dispensar o amor dos outros? Eu não. Fui sempre um homem referenciado, atido ao meu próximo. [...] E recebo a paga agora de almas irmãs, que sabem apenas de mim que tive a dita de nascer, como elas, neste mesmo chão generoso....»

Miguel Torga - Diário, 1.Setembro.1992.

13 Agosto, 2006

Num dia como o de hoje...

BERJAYAem 1910,
morreu Florence Nightingale,
em sua casa,
como era seu desejo.









[foto: último retrato aqui]

Licenciatura em Enfermagem 2006-2007

Como referi no post anterior, no próximo ano haverá cerca de 3800 novos alunos no cursos de licenciatura em enfermagem, dos quais 362 apenas iniciam o curso no segundo semestre. Mais de 2160 [desconheço as vagas da ESS Militar] frequentarão estabelecimentos públicos e os restantes, cerca de 1640, estabelecimentos privados, de acordo com o número de vagas oferecidas.

As ofertas públicas

Escola Superior de Enfermagem de Coimbra(ESEÂF, ESEBB) - 320 vagas/2 cursos
Escola Superior de Enfermagem de Lisboa (ESECGL, ESEAR, ESEFG, ESEMFR) - 318 vagas/4 cursos
Escola Superior de Enfermagem do Porto (ESESJ, ESEAG, ESECP) - 270 vagas/4 cursos

Universidade dos Açores - ESEs de P.Delgada e A.Heroismo - 95 vagas/2 cursos
Universidade de do Algarve - ESS de Faro - 30 vagas
Universidades de Aveiro - ESS de Aveiro - 70 vagas
Universidade de Évora - ESE S. João de Deus - 76 vagas/2 cursos
Universidade de Madeira - ESE da Madeira - 35 vagas
Universidades do Minho - ESE Calouste Gulbenkien - 80 vagas
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro - ESE de Vila Real - 72 vagas

IP Beja - ESS Beja - 70 vagas/2 cursos
IP Bragança - ESS Bragança - 80 vagas/2 cursos
IP Castelo Branco - ESS Dr. Lopes Dias - 50 vagas
IP Guarda - ESS Guarda - 95 vagas/2 cursos
IP Leiria - ESS Leiria - 120 vagas/2 cursos
IP Portalegre - ESS Portalegre - 77 vagas/2 cursos
IP Santarém - ESE Santarém - 90 vagas/2 cursos
IP Setúbal - ESS Setúbal - 44 vagas
IP Viana do Castelo - ESE Viana do Castelo - 66 vagas
IP Viseu - ESS Viseu - 120 vagas/2 cursos

As ofertas privadas

ESE Cruz Vermelha Portuguesa de Oliveira de Azemeis - 50 vagas
ESE Dr. J. T. Montalvão Machado, Chaves - 80 vagas/2 cursos
ESE Imaculada Conceição, Porto - 80 vagas
ESE S. Francisco das Misericórdias - 70 vagas/2 cursos
ESE S. José de Cluny, Funchal - 35 vagas
ESE S. Vicente de Paulo, Lisboa - 72 vagas/2 cursos
ESE Santa Maria, Porto - 75 vagas
ESS Cruz Vermelha Portuguesa, Lisboa - 40 vagas
ESS Egas Moniz, Caparica - 50 vagas
ESS Ribeiro Sanches, Lisboa - 50 vagas

Instituto Piaget (Nordeste, Viseu, Algarve e Gaia) - 490 vagas/4 cursos
Istituto Politécnico de Saúde - Norte (Vale do Sousa e Vale do Ave) - 160 vagas/2 cursos
Instituto Superior de Saúde do Alto Ave (ISAVE) - 120 vagas

Universidade Atlântica - ESS Atlântica - 50 vagas
Universidade Fernando Pessoa (Porto e Ponte do Lima) - 150 vagas/2 cursos

[o número de cursos indicado inclui as entradas no segundo semestre]

As menores ofertas:
ESS de Faro - 30 vagas
ESE da Madeira - 35 vagas
ESE S. José de Cluny - 35 vagas

As maiores ofertas:
I. Piaget, ESE Nordeste, Macedo de Cavaleiros - 200 vagas
ESE Dr. Ângelo da Fonseca - 160 vagas
ESE de Bissaya Barreto - 160 vagas

Distribuição de vagas por Secção Regional da Ordem dos Enfermeiros
Norte - 1527 vagas
Centro - 935 vagas
Sul - 1107 vagas
RAM - 70 vagas
RAA - 95 vagas

Cronologia da criação das escolas/cursos de enfermagem em Portugal

No ano lectivo 2006-2007, os candidatos ao ensino superior têm, de acordo com o site oficial de acesso ao ensino superior, mais de 3800 vagas para a licenciatura em enfermagem, distribuídas por 49 cursos em diferentes estabelecimentos de ensino e em todos os distritos do continente e ilhas.
Muitas vezes ouvimos perguntar como é possível haver tantos cursos de enfermagem no país. Para os mais curiosos deixo uma cronologia da criação das escolas que actualmente leccionam o Curso de Licenciatura em Enfemagem.
Refiro apena a data de início de funcionamento e a denominação actual, que em alguns casos é muito recente (a maioria das Escolas Superiores de Saúde resultaram da conversão das Escolas Superiores de Enfermagem com o mesmo nome).

AGRADEÇO CORRECÇÕES.

1881 - ESE Ângelo da Fonseca, Coimbra (*)
1886 - ESE Artur Ravara, Lisboa (*)
1897 - ESE Ana Guedes, Porto ("/*)

1912 - ESE Calouste Gulbenkien, Braga ("/*)

1935 - ESE Imaculada Conceição, Porto (")
1937 - ESE S. Vicente de Paulo, Lisboa (")

1940 - ESE Francisco Gentil, Lisboa (*)
1948 - ESS Dr. Lopes Dias, Castelo Branco ("/*)
1948 - ESE S. José de Cluny, Funchal (")

1950 - ESE S. Francisco das Misericórdias, Lisboa (")
1952 - ESE Santa Maria, Porto (")
1952 - ESS da Cruz Vermelha Portuguesa, Lisboa (")
1954 - ESE S. João, Porto (*)
1955 - ESE E. João Deus, Évora (*)
1956 - ESE Calouste Gulbenkien, de Lisboa (*)
1958 - ESE de Ponta Delgada (*)

1965 - ESS da Guarda (*)

1971 - ESS de Bragança (*)
1971 - ESS Viseu (*)
1971 - ESE Bissaya Barreto, Coimbra (*)
1971 - ESS Faro (*)
1973 - ESE Santarém (*)
1973 - ESS Leiria (*)
1973 - ESE Viana do castelo (*)
1973 - ESE Vila Real (*)
1973 - ESS Beja (*)
1973 - ESE Angra Heroismo (*)
1973 - ESS Portalegre (*)

1983 - ESE Maria Fernanda de Resende, Lisboa (*)
1983 - ESE Cidade do Porto (*)
1985 - ESE Madeira (*)

1993 - ESE Dr. José Montalvão Machado, Chaves (")
1993 - I. Piaget - ESE Macedo de Cavaleiros (")
1996 - Universidade Fernando Pessoa – Porto e Ponte de Lima (")
1997 - I. Piaget - ESS Viseu (")
1997 - ESS Vale do Sousa (CESPU) (")
1997 - ESS Vale do Ave (CESPU) (")

2000 - ESS Setúbal (*)
2001 - ESS Aveiro (*)
2001 - ESS Atlântica (")
2001 - ESS Egas Moniz (")
2002 - ESE Cruz Vermelha Portuguesa de Oliveira de Azemeis (")
2002 - I. Piaget - ESS Algarve (")
2002 - ISAVE (")
2002 - ESS Ribeiro Sanches (")
2003 - I. Piaget - ESS V N Gaia (")


???? - ESS Militar (*) (desconheço a data de inicio de funcionamento. Alguém pode ajudar-me?)




[POST EM CONSTRUÇÃO - última actualização: 21 Agosto 2006]

_________________________
ESE - Escola Superior de Enfermagem
ESS - Escola Superior de Saúde

(*) - Ensino público
(") - Ensino privado
("/*) - inicio de funcionamento privado e oficializada nos anos 70.

07 Agosto, 2006

simultaneidades

Gosto de ficar à noite olhando longe da minha varanda.
É o meu lugar preferido de meditação, acompanhada das pequenas luzes que se vão dispersando pela serra e confundindo com as estrelas...
...
Hoje a lua está diferente. A barreira de fumo que a cobre, emergindo da serra que o fogo consome, dá-lhe um tom alaranjado que nunca vi antes...
...
Aqui ao lado, neste preciso instante, rebentam os foguetes, pela quarta noite consecutiva. O clarão ilumina a barreira de fumo que me impede de ver as estrelas... mas não há fogo que perturbe a festa dos meus vizinhos.

03 Agosto, 2006

DESAFIOS PARA A ENFERMAGEM DE AMANHÃ: as mudanças demográficas (1)

Uma população crescentemente envelhecida terá um grande impacto no Sistema de Saúde nos próximos anos.
Em 1960, numa população total de 8.889.400 cidadãos, 708.579 (8%) tinham mais de 65 anos e apenas 38.410 (0,4%) tinham mais de 85 anos. Passados 40 anos, em 2001, existiam em Portugal 10.356.117 pessoas, e eram já 1.693.493 (16%) as que tinham mais de 65 anos e 151.594 (1,5%) as com mais de 85 anos. As projecções indicam que em 2020 a percentagem de idosos com mais de 65 anos subirá para 20%, serão 2.136.407 e com mais de 85 anos serão 256.586 (2,4%)[1]
Segundo a OCDE o consumo dos idosos (maiores de 65 anos) em cuidados de saúde é 3,2 vezes superior ao do resto da população. Em relação a uma pessoa de 25 anos, estima-se que uma pessoa de 75 anos aumenta em 700% o gasto em hospital, em 100% o gasto ambulatório e domiciliário e em 72% o gasto farmacêutico. Em 2003, 32,3% das altas hospitalares foram dadas a pessoas com mais de 65 anos, que representaram 53% dos internamentos superiores a 20 dias e 49% dos internamentos superiores a 30 dias. Neste ano, 24,2% das altas hospitalares (253.004) deveram-se a patologias crónicas que conduzirão a dependência. Sabe-se também que 10% dos idosos apresentam pluripatologia e dependência e cerca de 12% sofrem de alguma forma de demência.[2]

Mais que um problema económico para o Sistema de Saúde, as mudanças demográficas e no perfil das patologias, que levam cada vez mais a situações de dependência, serão um desafio para os enfermeiros. Estaremos preparados para o enfrentar?
Eu acredito que o percurso da profissão até hoje coloca os enfermeiros numa posição privilegiada para responder, não só a este, como a todos os desafios que se avizinham...

[1]Manuel Nazareth. A evolução demográfica (projecção para os anos 2010-2020). Conferência no âmbito das 2ª Jornadas de Bioética da R A da Madeira. Funchal, 17.06.2006.
[2]INE

01 Julho, 2006

Documentos #3 (1952)

As divisas e galões no pessoal de enfermagem

É uma tortura entender os graus hierárquicos da enfermagem nos vários hospitais, através dos galões, divisas, estrelas e outros sinais de que pouca gente conhece a significação. Há hospitais que, para maior confusão, estebeleceram um complicado código de cores só intelegível para a direcção e para os próprios funcionários.
Tem-se usado, para evitar estes inconvenientes a colocação de distintivos de esmalte, com o selo ou emblema do hospital e com uma legenda que diga claramente o grau hierárquico da enfermeira. Por exemplo: "Enfermeira-chefe", "Enfermeira de 1ª classe", "Auxiliar de Enfermagem", etc. Assim, basta-nos olhar para o distintivo para sabermos com quem estamos tratando.
Acaba de chegar-nos da América uma novidade, nesta matéria.
Averiguou-se que os doentes gostam de tratar as enfermeiras pelo seu nome habitual. Isso dá-lhes o conforto de se sentirem entre pessoas conhecidas e amigas. Mas acontece que os doentes ou não sabem o nome das enfermeiras ou o esquecem com facilidade.
Foi então que a Escola de Enfermagem do Hospital de Hatford lançou entre as alunas a ideia de trazerem no peito, um bonito alfinete de plástico, no qual se lê o nome da aluna. Dizem-nos que foi tão favorável a reacção dos doentes que as enfermeiras do quadro passaram a usar alfinetes idênticos.


in: Revista dos Hospitais Portugueses. Ano VI, nº 20, Nov-Dez 1952:43

[Texto fornecido por Isabel Quelhas]

30 Junho, 2006

Disse...

BERJAYA



Jean Watson:
Cuidar, na enfermagem, transporta actos físicos mas abarca a mente-corpo-alma à medida que reclama o espírito corporizado, como o centro da sua atenção. Este sugere uma metodologia, através da arte, da estética, do ser, assim como saber e do fazer. O cuidar interessa-se pela arte de ser humano. Faz apelo a uma presença de ser autêntico, do profissional, no momento de cuidar, mobilizando uma atenção de cuidar-curar intencional. Este interessa-se pelo transpessoal e transcultural, pelo objectivo, pelo subjectivo e intersubjectivo. Existe abertura para outra possibilidade de estar no mundo com o cuidar e o curar como ontologia contida numa cosmologia em expansão [...]
in: Postmodern Nursing and Beyond
(Enfermagem Pós-moderna e Futura, tradução de João M. Machado Enes, Lusociência, 2002: 10-11)

27 Junho, 2006

A dor que tem localização no corpo quase sempre pode ser explicada, tratada e erradicada…
O sofrimento precisa ser compreendido e partilhado.
A Pessoa sempre exige cuidado!

24 Junho, 2006

Documentos #2 (1741)

BERJAYA"Todos os dias de manhã, e tarde fareis visita particular aos enfermos, principalmente aos que tiveres de mayor cuidado, para dares ao Medico informaçaõ do que lhe fizestes, e como tem passado; porque alguns enfermos naõ sabem dar a indicaçaõ necessaria; e o Medico, quando os enfermos saõ muitos, naõ se póde lembrar do que a todos tem mandado fazer: o que vós remediais com muita facilidade, assim pela informaçaõ, que delles tendes adquirido, como pela lembrança, que na taboa da visita tendes formado, sem a qual naõ visiteis nunca com o Medico, ainda que os enfermos sejaõ poucos, que naõ he razaõ que a vossa memoria seja fiadora da vida, ou saude do enfermo"

IN: Fr. Diogo de Sant-Iago, Postilla religiosa e arte de enfermeiros. 1741, § 108 Edição Fac-símile. Lisboa, Edição Alcalá, 2005, p.75

04 Junho, 2006

narrativas

«...visita de duas enfermeiras que me assistiram no penúltimo internamento. Trouxeram-me flores e ternura. [...] A meninice eterna e frágil do poeta necessita do embalo materno a vida inteira.»

Miguel Torga – Diário, 10.Março.1993

01 Junho, 2006

Estive lá...

e gostei de ver mais de 300 enfermeiros preocupados com as crianças que se comprometeram a cuidar, proteger e defender... e reflectir sobre isto foi um boa maneira de passar este dia.

Mas vim preocupada. Ao que soube, estava por ali cerca de um terço dos especialistas em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediatria: só há 987 registados em Portugal e, destes, só 179 trabalham em cuidados de saúde primários... quem cuida das crianças?

23 Maio, 2006

Não haja medo que a sociedade se desmorone sob um excesso de altruísmo. Não há perigo desse excesso.

Uma das formas de saúde é a doença. Um homem perfeito, se existisse, seria o mais anormal que se poderia encontrar.



Fernando Pessoa, Aforismos e Afins. Assírio & Alvim

06 Maio, 2006

Leituras

"...O processo de justificação aproxima-nos progressivamente dessa comunidade de investigadores que se encontram numa situação ideal de consenso que define, para Pierce, a própria verdade: a opinião sobre a qual estarão de acordo todos aqueles que empregam o método científico, encontrando um consenso comum, uma situaçao de verdadeira satisfação do seu esforço de investigação. Sendo o método científico induzido pelo real, a verdade será a correspondência com a realidade, uma situação de estabilidade das crenças. Para Pierce, o único método apto a fixar as nossas crenças é o científico, que nos permite distinguir entre uma via correcta e uma errónea, distinção que permite o progresso na procura da verdade."


SOARES, M. Luisa Couto - O que é o conhecimento? Introdução à Epistemologia. Porto: Campo das Letras, 2004:190

05 Maio, 2006

...passou um ano. Alguém se lembra?

04 Maio, 2006

Investigação

FREEDBERG, P (2006) Health Care Barriers and Same-Sex Intimate Partner Violence: A Review of the Literature. J Forense Nurse, 2006;2(1)15-24,41

Abstract

Minority groups experience barriers to accessing and receiving health care. Sexual minorities, which include gay men and lesbians, have no specific defining physical characteristics and are not as easy to identify as other minority groups. Consequently, their unique health care disparities are frequently overlooked. Myths and facts regarding the common barriers to health care, including those specific to same sex intimate partner violence, are explored.

Texto integral em Medscape Nurses

02 Maio, 2006

sugestões...

Também disponível online a Penn Nursing Magazine, com mensagem da Dean Afaf Meleis.

Mais uma vez, vale a pena dar uma vista de olhos ao conteúdo, sobretudo no que se refere à investigação que se faz por ali, e não só...

01 Maio, 2006

sugestões...

Está disponível online a edição da primavera da School of Nursing Magazine, University of Minnesota.
Além da entrevista a Connie Delaney, vale a pena dar uma vista de olhos ao conteúdo, sobretudo no que se refere à investigação...

30 Abril, 2006

Debatemos? #1

«...without the virtues we cannot adequately protect ourselves and each other against neglect, defective sympathies, stupidity, aquisitiveness, and amlice...»

A. MACINTYRE - Dependent Rational Animals: Why Human Beings Need the Virtues, 1999:98

28 Abril, 2006

Diz... AFAF MELEIS:

"Our graduates - future leaders - must understand different health care systems, debate the merits of the different theories of illness and recovery driven by different value systems and cultures, select care practices based on evidence that is tested in different countries, value diversity of thought and interpretations, and be enriched by different perspectives. We want our nursing science to influence and be influenced by fundamental and translational research conducted in other countries."

E nós? Que somos influenciados parece não haver dúvida. Influenciaremos?



ver mais aqui

21 Abril, 2006

Documentos #1 (1741)

"Os remedios, que applicares aos enfermos, sejaõ só pela vossa maõ, e a tempo; que as medicinas dilatadas se privaõ do nome de remédio, disse Quintilliano. Nunca deis remedio bebido sem primeiro ser mechido, e agoa ao enfermo para lavar a boca, por evitar o perjuizo de o lançar fóra. Tende muito, e muito particular cuidado nos numeros, que trazem os medicamentos, para que naõ haja equivocaçaõ na applicaçaõ delles; e naõ só nos numeros tereis esta vigilancia, mas também na cor, cheiro, e qualidades delles; porque nas boticas sucede muitas vezes porem-se os numeros errados, como eu tenho varias vezes experimentado, e outros muitos Enfermeiros, o que se tem remediado com a experiência dos remédios."

IN: Fr. Diogo de Sant-Iago, Postilla religiosa e arte de enfermeiros. 1741, § 109. Edição Fac-símile. Lisboa, Edição Alcalá, 2005, p.76

11 Março, 2006

PERENIDADE

Nada no mundo se repete.
Nenhuma hora é igual à que passou.
Cada fruto que vem cria e promete
Uma doçura que ninguém provou.

(...)

Miguel Torga, Libertação, 1944

05 Janeiro, 2006

Care is essential to curing and healing, for there can be no curing without caring.

Madeleine M. Leininger

20 Maio, 2005

Paul Ricoeur, o filosofo de todos os diálogos, deixou-nos hoje, aos 92 anos...