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OBD

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

OBD (sigla do inglês On-Board Diagnostic: "diagnóstico a bordo") e OBD-II, é um sistema eletrônico de autodiagnóstico de veículos; um recurso integrado ao computador de bordo na maioria dos automóveis que circulam atualmente, telemática e IoT.[1] As informações são geradas pelas unidades de controle do motor (ECU ou módulos de controle).[1]

A conexão ao sistema consiste em um conector padronizado que foi sancionado como obrigatório na Europa e nos Estados Unidos para todos os veículos produzidos desde 1996, e no Brasil a partir de 2010 com o padrão de segunda geração OBD2 (ou ODBII). A porta OBD-II pode ter uma configuração de 6, 9, à 16 pinos.[1]

A medida tem a finalidade de popularizar o serviço de reparo eletrônico, reduzindo drasticamente o custo das oficinas, possibilitando o consumidor pagar mais barato por esse gênero de serviço. Além disso, a padronização e abertura dos protocolos de comunicação trouxeram ao mercado equipamentos extremamente baratos possibilitando a compra dos mesmos pelos próprios consumidores para "diagnóstico em casa". Atualmente existem no mercado equipamentos de diagnóstico na ordem de $20 dólares com interface USB e tecnologia Bluetooth para sincronização com um computador ou aparelho celular.

Versões e Padrões Regulatórios

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OBD-I e a Necessidade de Padronização

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A primeira geração de sistemas de diagnóstico a bordo, retroativamente denominada OBD-I, surgiu na década de 1980 por iniciativa de agências governamentais, com destaque para o California Air Resources Board (CARB). Essa fase inicial caracterizava-se pela acentuada fragmentação técnica. Cada fabricante automobilístico desenvolvia sua própria arquitetura eletrônica de diagnóstico, formatos de conectores proprietários e tabelas exclusivas de códigos de erro, o que impossibilitava a varredura dos sistemas por meio de uma ferramenta de teste universal.

OBD-II (Padrão Global Atual)

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Para solucionar o isolamento tecnológico das montadoras, o CARB e a Environmental Protection Agency (EPA) estipularam o padrão OBD-II, tornando-o mandatório nos Estados Unidos para todos os veículos leves fabricados a partir de 1º de janeiro de 1996. O OBD-II estabeleceu uma padronização internacional baseada em três requisitos técnicos obrigatórios:

  • Conector Universal SAE J1962: Exigência de uma interface física trapezoidal de 16 pinos obrigatoriamente instalada na cabine do veículo, ao alcance do condutor.
  • Códigos de Diagnóstico de Falhas (DTC): Uniformização global dos códigos de erro estruturados em uma matriz alfa-numérica de cinco dígitos comum a qualquer fabricante mundial.
  • Protocolos de Comunicação Abertos: Padronização das redes de comunicação eletrônica (como SAE J1850, ISO 9141-2 e, posteriormente, a rede CAN baseada na ISO 15765), permitindo a leitura de parâmetros por qualquer scanner genérico do mercado.

Na União Europeia, os preceitos do OBD-II foram adotados sob a nomenclatura de European On-Board Diagnostics (EOBD), conforme determinado pela Diretiva 98/69/EC. Os prazos de conformidade europeus passaram a vigorar em 1º de janeiro de 2001 para automóveis movidos a gasolina e em 1º de janeiro de 2003 para veículos ligeiros movidos a óleo diesel.

A introdução do diagnóstico eletrônico padronizado no mercado automotivo brasileiro ocorreu de maneira gradual, coordenada pelas diretrizes do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve) e pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). A adaptação das normas internacionais à realidade do combustível nacional (contendo misturas de etanol) gerou especificações próprias para o país:

  • OBDBr-1: Regulamentado a partir da Resolução CONAMA nº 315/2002, o primeiro estágio tornou-se obrigatório de forma escalonada entre 2007 e 2009. Baseado tecnicamente nas fundações do OBD-II norte-americano, o OBDBr-1 introduziu o conector de 16 pinos e o monitoramento básico de falhas de ignição (misfire) e do sensor de oxigênio para veículos leves de passageiros.
  • OBDBr-2: Instituído para coincidir com os limites de emissão da fase Proconve L6, tornou-se obrigatório para todos os veículos leves novos a partir de 1º de janeiro de 2010. O padrão OBDBr-2 endureceu as regras de diagnóstico, exigindo o monitoramento obrigatório da eficiência de conversão do catalisador, sistemas de purga do cânister e a adoção massiva do protocolo de rede CAN (Controller Area Network) para agilizar a velocidade de varredura dos gases de escape.

OBD-III e Monitoramento Remoto

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O OBD-III constitui o estágio subsequente de evolução tecnológica, caracterizando-se pela transição do diagnóstico estático local para a telemetria contínua em tempo real. Utilizando redes de comunicação sem fio, transceptores de rádio ou redes celulares integrados à unidade de controle eletrônico (ECU), o sistema elimina a necessidade de conexão física de um scanner. Caso ocorra uma falha mecânica que eleve os índices de poluição atmosférica acima dos limites legais, o sistema transmite automaticamente o código de erro (DTC) e o Número de Identificação do Veículo (VIN) para as centrais de fiscalização dos órgãos ambientais.

O avanço para a tecnologia de terceira geração no cenário brasileiro, denominada OBDBr-3, foi implementado de forma integrada à oitava fase do programa de controle de emissões para veículos leves (Proconve L8). O padrão entrou em vigor em 1º de janeiro de 2025 para novos modelos de passageiros.

Diferente do conceito de transmissão de dados por rádio ou rastreamento geográfico contínuo avaliado originalmente nos projetos experimentais dos Estados Unidos, o foco central do OBDBr-3 reside no controle estatístico em uso real. Sob a fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), o sistema exige o cálculo da Taxa de Desempenho de Monitores em Uso (IUMPR, In-Use Monitor Performance Ratio). Essa métrica afere eletronicamente a frequência real com que os computadores de bordo ativam e executam as rotinas de autodiagnóstico de emissões durante a condução rotineira do veículo. O cumprimento das exigências do OBDBr-3 demandou das montadoras a adoção de catalisadores de ativação térmica ultra-rápida e sistemas integrados de recuperação de vapores de combustível durante o abastecimento (ORVR, Onboard Refueling Vapor Recovery).

História

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A ideia de diagnóstico a bordo é da década de 1960, quando várias organizações fizeram as bases para um padrão, como a California Air Resources Board (CARB), a Society of Automotive Engineers (SAE), a International Organization for Standardization (ISO) e a Environmental Protection Agency (EPA).[1]

Assim em 1968 a Volkswagen lançou o primeiro sistema de computador OBD com capacidade de digitalização do diagnóstico.[1] Em 1979 a Society of Automotive Engineers recomenda um conector padronizado e um conjunto de sinais de teste DTC.[1]

Informações

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O OBDII tem acesso às informações de status e aos códigos DTC:[1]

  • Veículos (motor e transmissão)
  • Controle de Emissões
  • Identificação do veículo
  • Identificação da Calibração
  • Contador de ignição Modo 1: informação do veículo[1]
  • Pid 12: RPM do motor
  • Pid 13: Velocidade do veículo

Modo 3: problemas (P = Powertrain, C = Chassis, B = Body, U = Network)[1]

  • P0201: avaria no circuito do injetor – cilindro 1
  • P0217: temperatura do motor
  • P0219: excesso de velocidade
  • C0128: fluido de freio baixo
  • C0710: avaria na posição do volante
  • B1671: módulo de bateria de tensão fora de alcance
  • U2021: dados inválidos

WWH UDS[1]

  • P0070: temperatura do ar ambiente
  • P0071: desempenho dos sensores de temperatura do ambiente
  • P0072: pouca entrada no circuito do sensor de temperatura
  • P0073: muita entrada no circuito do sensor de temperatura
  • P0074: entrada intermitente no circuito do sensor de temperatura

Service 01 - dados atuais

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PID

(hex)

PID

(Dec)

Dado retornado Descrição Min valor Max valor Unit Formula[a]
00 0 4 PIDs suportado [$01 - $20] Bit encoded [A7..D0] == [PID $01..PID $20] See below
01 1 4 Monitor status since DTCs cleared. (Includes malfunction indicator lamp (MIL), status and number of DTCs, components tests, DTC readiness checks) Bit encoded. See below
02 2 2 DTC that caused freeze frame to be stored. Decoded as in service 3
03 3 2 Fuel system status Bit encoded. See below
04 4 1 Calculated engine load 0 100 % (or )
05 5 1 Engine coolant temperature -40 215 °C
06 6 1 Short term fuel trim (STFT)Bank 1 -100 (Reduce Fuel: Too Rich) 99.2 (Add Fuel: Too Lean) % (or )
07 7 1 Long term fuel trim (LTFT)Bank 1
08 8 1 Short term fuel trim (STFT)Bank 2
09 9 1 Long term fuel trim (LTFT)Bank 2
0A 10 1 Fuel pressure (gauge pressure) 0 765 kPa
0B 11 1 Intake manifold absolute pressure 0 255 kPa
0C 12 2 Engine speed 0 16,383.75 rpm
0D 13 1 Vehicle speed 0 255 km/h
0E 14 1 Timing advance -64 63.5 ° before TDC
0F 15 1 Intake air temperature -40 215 °C
10 16 2 Mass air flow sensor (MAF) air flow rate 0 655.35 g/s
11 17 1 Throttle position 0 100 %
12 18 1 Commanded secondary air status Bit encoded. See below
13 19 1 Oxygen sensors present (in 2 banks) [A0..A3] == Bank 1, Sensors 1-4. [A4..A7] == Bank 2...
14 20 2 Oxygen Sensor 1

A: Voltage B: Short term fuel trim

0

-100

1.275

99.2

V

%

(if B==$FF, sensor is not used in trim calculation)
15 21 2 Oxygen Sensor 2

A: Voltage B: Short term fuel trim

16 22 2 Oxygen Sensor 3

A: Voltage B: Short term fuel trim

17 23 2 Oxygen Sensor 4

A: Voltage B: Short term fuel trim

18 24 2 Oxygen Sensor 5

A: Voltage B: Short term fuel trim

19 25 2 Oxygen Sensor 6

A: Voltage B: Short term fuel trim

1A 26 2 Oxygen Sensor 7

A: Voltage B: Short term fuel trim

1B 27 2 Oxygen Sensor 8

A: Voltage B: Short term fuel trim

1C 28 1 OBD standards this vehicle conforms to 1 250 enumerated. See below
1D 29 1 Oxygen sensors present (in 4 banks) Similar to PID $13, but [A0..A7] == [B1S1, B1S2, B2S1, B2S2, B3S1, B3S2, B4S1, B4S2]
1E 30 1 Auxiliary input status A0 == Power Take Off (PTO) status (1 == active)

[A1..A7] not used

1F 31 2 Run time since engine start 0 65,535 s
20 32 4 PIDs supported [$21 - $40] Bit encoded [A7..D0] == [PID $21..PID $40] See below
21 33 2 Distance traveled with malfunction indicator lamp (MIL) on 0 65,535 km
22 34 2 Fuel Rail Pressure (relative to manifold vacuum) 0 5177.265 kPa
23 35 2 Fuel Rail Gauge Pressure (diesel, or gasoline direct injection) 0 655,350 kPa
24 36 4 Oxygen Sensor 1

AB: Air-Fuel Equivalence Ratio (lambda,λ) CD: Voltage

0

0

< 2

< 8

ratio

V

25 37 4 Oxygen Sensor 2

AB: Air-Fuel Equivalence Ratio (lambda,λ) CD: Voltage

26 38 4 Oxygen Sensor 3

AB: Air-Fuel Equivalence Ratio (lambda,λ) CD: Voltage

27 39 4 Oxygen Sensor 4

AB: Air-Fuel Equivalence Ratio (lambda,λ) CD: Voltage

28 40 4 Oxygen Sensor 5

AB: Air-Fuel Equivalence Ratio (lambda,λ) CD: Voltage

29 41 4 Oxygen Sensor 6

AB: Air-Fuel Equivalence Ratio (lambda,λ) CD: Voltage

2A 42 4 Oxygen Sensor 7

AB: Air-Fuel Equivalence Ratio (lambda,λ) CD: Voltage

2B 43 4 Oxygen Sensor 8

AB: Air-Fuel Equivalence Ratio (lambda,λ) CD: Voltage

2C 44 1 Commanded EGR 0 100 %
2D 45 1 EGR Error -100 99.2 %
2E 46 1 Commanded evaporative purge 0 100 %
2F 47 1 Fuel Tank Level Input 0 100 %
30 48 1 Warm-ups since codes cleared 0 255
31 49 2 Distance traveled since codes cleared 0 65,535 km
32 50 2 Evap. System Vapor Pressure -8,192 8191.75 Pa (AB is two's complement signed)[2]
33 51 1 Absolute Barometric Pressure 0 255 kPa
34 52 4 Oxygen Sensor 1

AB: Air-Fuel Equivalence Ratio (lambda,λ) CD: Current

0

-128

< 2

<128

ratio

mA

35 53 4 Oxygen Sensor 2

AB: Air-Fuel Equivalence Ratio (lambda,λ) CD: Current

36 54 4 Oxygen Sensor 3

AB: Air-Fuel Equivalence Ratio (lambda,λ) CD: Current

37 55 4 Oxygen Sensor 4

AB: Air-Fuel Equivalence Ratio (lambda,λ) CD: Current

38 56 4 Oxygen Sensor 5

AB: Air-Fuel Equivalence Ratio (lambda,λ) CD: Current

39 57 4 Oxygen Sensor 6

AB: Air-Fuel Equivalence Ratio (lambda,λ) CD: Current

3A 58 4 Oxygen Sensor 7

AB: Air-Fuel Equivalence Ratio (lambda,λ) CD: Current

3B 59 4 Oxygen Sensor 8

AB: Air-Fuel Equivalence Ratio (lambda,λ) CD: Current

3C 60 2 Catalyst Temperature: Bank 1, Sensor 1 -40 6,513.5 °C
3D 61 2 Catalyst Temperature: Bank 2, Sensor 1
3E 62 2 Catalyst Temperature: Bank 1, Sensor 2
3F 63 2 Catalyst Temperature: Bank 2, Sensor 2
40 64 4 PIDs supported [$41 - $60] Bit encoded [A7..D0] == [PID $41..PID $60] See below
41 65 4 Monitor status this drive cycle Bit encoded. See below
42 66 2 Control module voltage 0 65.535 V
43 67 2 Absolute load value 0 25,700 %
44 68 2 Commanded Air-Fuel Equivalence Ratio (lambda,λ) 0 < 2 ratio
45 69 1 Relative throttle position 0 100 %
46 70 1 Ambient air temperature -40 215 °C
47 71 1 Absolute throttle position B 0 100 %
48 72 1 Absolute throttle position C
49 73 1 Accelerator pedal position D
4A 74 1 Accelerator pedal position E
4B 75 1 Accelerator pedal position F
4C 76 1 Commanded throttle actuator
4D 77 2 Time run with MIL on 0 65,535 min
4E 78 2 Time since trouble codes cleared
4F 79 4 Maximum value for Fuel–Air equivalence ratio, oxygen sensor voltage, oxygen sensor current, and intake manifold absolute pressure 0, 0, 0, 0 255, 255, 255, 2550 ratio, V, mA, kPa , , ,
50 80 4 Maximum value for air flow rate from mass air flow sensor 0 2550 g/s ; , , and are reserved for future use
51 81 1 Fuel Type From fuel type table see below
52 82 1 Ethanol fuel % 0 100 %
53 83 2 Absolute Evap system Vapor Pressure 0 327.675 kPa
54 84 2 Evap system vapor pressure -32,768 32,767 Pa (AB is two's complement signed)[2]
55 85 2 Short term secondary oxygen sensor trim, A: bank 1, B: bank 3 -100 99.2 %
56 86 2 Long term secondary oxygen sensor trim, A: bank 1, B: bank 3
57 87 2 Short term secondary oxygen sensor trim, A: bank 2, B: bank 4
58 88 2 Long term secondary oxygen sensor trim, A: bank 2, B: bank 4
59 89 2 Fuel rail absolute pressure 0 655,350 kPa
5A 90 1 Relative accelerator pedal position 0 100 %
5B 91 1 Hybrid battery pack remaining life 0 100 %
5C 92 1 Engine oil temperature -40 210 °C
5D 93 2 Fuel injection timing -210.00 301.992 °
5E 94 2 Engine fuel rate 0 3212.75 L/h
5F 95 1 Emission requirements to which vehicle is designed Bit Encoded
60 96 4 PIDs supported [$61 - $80] Bit encoded [A7..D0] == [PID $61..PID $80] See below
61 97 1 Driver's demand engine - percent torque -125 130 %
62 98 1 Actual engine - percent torque -125 130 %
63 99 2 Engine reference torque 0 65,535 Nm
64 100 5 Engine percent torque data -125 130 % Idle

Engine point 1 Engine point 2

Engine point 3 Engine point 4

65 101 2 Auxiliary input / output supported Bit Encoded
66 102 5 Mass air flow sensor 0 2047.96875 g/s [A0]== Sensor A Supported

[A1]== Sensor B Supported Sensor A:Sensor B:

67 103 3 Engine coolant temperature -40 215 °C [A0]== Sensor 1 Supported

[A1]== Sensor 2 Supported Sensor 1:Sensor 2:

68 104 3 Intake air temperature sensor -40 215 °C [A0]== Sensor 1 Supported

[A1]== Sensor 2 Supported Sensor 1:Sensor 2:

69 105 7 Actual EGR, Commanded EGR, and EGR Error
6A 106 5 Commanded Diesel intake air flow control and relative intake air flow position
6B 107 5 Exhaust gas recirculation temperature
6C 108 5 Commanded throttle actuator control and relative throttle position
6D 109 11 Fuel pressure control system
6E 110 9 Injection pressure control system
6F 111 3 Turbocharger compressor inlet pressure
70 112 10 Boost pressure control
71 113 6 Variable Geometry turbo (VGT) control
72 114 5 Wastegate control
73 115 5 Exhaust pressure
74 116 5 Turbocharger RPM
75 117 7 Turbocharger temperature
76 118 7 Turbocharger temperature
77 119 5 Charge air cooler temperature (CACT)
78 120 9 Exhaust Gas temperature (EGT) Bank 1 Special PID. See below
79 121 9 Exhaust Gas temperature (EGT) Bank 2 Special PID. See below
7A 122 7 Diesel particulate filter (DPF)

differential pressure

7B 123 7 Diesel particulate filter (DPF)
7C 124 9 Diesel Particulate filter (DPF) temperature °C
7D 125 1 NOx NTE (Not-To-Exceed) control area status
7E 126 1 PM NTE (Not-To-Exceed) control area status
7F 127 13 Engine run time [b] s
80 128 4 PIDs supported [$81 - $A0] Bit encoded [A7..D0] == [PID $81..PID $A0] See below
81 129 41 Engine run time for Auxiliary Emissions Control Device(AECD)
82 130 41 Engine run time for Auxiliary Emissions Control Device(AECD)
83 131 9 NOx sensor
84 132 1 Manifold surface temperature
85 133 10 NOx reagent system %
86 134 5 Particulate matter (PM) sensor
87 135 5 Intake manifold absolute pressure
88 136 13 SCR Induce System
89 137 41 Run Time for AECD #11-#15
8A 138 41 Run Time for AECD #16-#20
8B 139 7 Diesel Aftertreatment
8C 140 17 O2 Sensor (Wide Range)
8D 141 1 Throttle Position G 0 100 %
8E 142 1 Engine Friction - Percent Torque -125 130 %
8F 143 7 PM Sensor Bank 1 & 2
90 144 3 WWH-OBD Vehicle OBD System Information h
91 145 5 WWH-OBD Vehicle OBD System Information h
92 146 2 Fuel System Control
93 147 3 WWH-OBD Vehicle OBD Counters support h
94 148 12 NOx Warning And Inducement System
98 152 9 Exhaust Gas Temperature Sensor
99 153 9 Exhaust Gas Temperature Sensor
9A 154 6 Hybrid/EV Vehicle System Data, Battery, Voltage
9B 155 4 Diesel Exhaust Fluid Sensor Data %
9C 156 17 O2 Sensor Data
9D 157 4 Engine Fuel Rate g/s
9E 158 2 Engine Exhaust Flow Rate kg/h
9F 159 9 Fuel System Percentage Use
A0 160 4 PIDs supported [$A1 - $C0] Bit encoded [A7..D0] == [PID $A1..PID $C0] See below
A1 161 9 NOx Sensor Corrected Data ppm
A2 162 2 Cylinder Fuel Rate 0 2047.96875 mg/stroke
A3 163 9 Evap System Vapor Pressure Pa
A4 164 4 Transmission Actual Gear 0 65.535 ratio [A1]==Supported

A5 165 4 Commanded Diesel Exhaust Fluid Dosing 0 127.5 % [A0]= 1:Supported; 0:Unsupported

A6 166 4 Odometer [c] 0 429 496 729,5 km
A7 167 4 NOx Sensor Concentration Sensors 3 and 4
A8 168 4 NOx Sensor Corrected Concentration Sensors 3 and 4
A9 169 4 ABS Disable Switch State [A0]= 1:Supported; 0:Unsupported

[B0]= 1:Yes;0:No

C0 192 4 PIDs supported [$C1 - $E0] Bit encoded [A7..D0] == [PID $C1..PID $E0] See below
C3 195 2 Fuel Level Input A/B 0 25,700 % Returns numerous data, including Drive Condition ID and Engine Speed*
C4 196 8 Exhaust Particulate Control System Diagnostic Time/Count 0 4,294,967,295 seconds / Count B5 is Engine Idle Request

B6 is Engine Stop Request* First byte = Time in seconds Second byte = Count

C5 197 4 Fuel Pressure A and B 0 5,177 kPa
C6 198 7 Byte 1 - Particulate control - driver inducement system status

Byte 2,3 - Removal or block of the particulate aftertreatment system counter Byte 4,5 - Liquid regent injection system (e.g. fuel-borne catalyst) failure counter Byte 6,7 - Malfunction of Particulate control monitoring system counter

0 65,535 h
C7 199 2 Distance Since Reflash or Module Replacement 0 65,535 km
C8 200 1 NOx Control Diagnostic (NCD) and Particulate Control Diagnostic (PCD) Warning Lamp status - - Bit
PID

(hex)

PID

(Dec)

Dado returnado Descrição Min valor Max valor Unit Formula[a]

Notas e referências

Notas

  1. 1 2 In the formula column, letters A, B, C, etc. represent the first, second, third, etc. byte of the data. For example, for two data bytes 0F 19, A = 0F and B = 19. Where a (?) appears, contradictory or incomplete information was available.
  2. Starting with MY 2010 the California Air Resources Board mandated that all diesel vehicles must supply total engine hours[3]
  3. Starting with MY 2019 the California Air Resources Board mandated that all vehicles must supply odometer[3]

Referências

  1. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 «O que é OBDII? Histórico de diagnósticos a bordo». GeoTab. 31 de julho de 2023. Consultado em 7 de agosto de 2024
  2. 1 2 «Extended PID's - Signed Variables». Torque-BHP. Consultado em 17 de março de 2016
  3. 1 2 «Final Regulation Order» (PDF). US: California Air Resources Board. 2015. Consultado em 4 de setembro de 2021

Ligações externas

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