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Joseph Caillaux

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Joseph Caillaux
BERJAYA
Joseph Caillaux
Primeiro-ministro da França
Período27 de Junho de 1911 até 21 de Janeiro de 1912
Antecessor(a)Ernest Monis
Sucessor(a)Raymond Poincaré
Dados pessoais
Nascimento30 de Março de 1863
Morte21/22 de Novembro


Joseph-Marie-Auguste Caillaux (ʒozɛf maʁi oɡyst kajo; 30 de março de 186322 de novembro de 1944) foi um político francês da Terceira República Francesa. Foi líder do Partido Radical Francês e Ministro das Finanças, mas suas visões progressistas em oposição ao militarismo o afastaram dos elementos conservadores. Foi acusado de corrupção, mas foi inocentado por uma comissão parlamentar. Essa fragilidade política fortaleceu os elementos de direita no Partido Radical.[1]

Início de vida

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Filho de Eugène Caillaux, estudou Direito e frequentou aulas na École des Sciences Politiques. Ingressou no funcionalismo público em 1888 como inspetor de finanças e passou a maior parte de sua carreira oficial em Argel. Candidatando-se como representante do Partido Republicano nas eleições de 1898 pelo departamento de Sarthe, em oposição ao Duque de La Rochefoucault-Bisaccia, foi eleito para a Câmara dos Deputados por 12 929 votos contra 11 737. Tornou-se Ministro das Finanças no gabinete de Pierre Waldeck-Rousseau e, após a queda deste, só voltou ao governo com o Ministério Clemenceau de 1906, novamente com a pasta das Finanças.[2]

Durante a revolta dos viticultores do Languedoc, em 22 de maio de 1907, Caillaux apresentou um projeto de lei sobre fraude no vinho. O texto submetido ao Parlamento previa a declaração anual da colheita pelos viticultores, a proibição do chaptalização de segunda fermentação e o controle e a taxação das compras de açúcar.[3]

Em 1911 tornou-se primeiro-ministro. O líder dos Radicais, favoreceu uma política de conciliação com a Alemanha durante seu governo de 1911 a 1912, o que contribuiu para a manutenção da paz durante a Segunda Crise Marroquina de 1911. Ele e seus ministros foram forçados a renunciar em 11 de janeiro de 1912, após a revelação de que havia negociado secretamente com a Alemanha sem o conhecimento do presidente Armand Fallières.[4]

Não obstante, graças às suas inegáveis qualidades como financista, permaneceu como grande força na política francesa. Combateu com extrema tenacidade o projeto de lei do Serviço Militar de Três Anos. Embora essa medida tenha se tornado lei, foi ele quem finalmente, pelo aspecto financeiro do projeto, provocou a queda do Ministério Barthou no outono de 1913.[2]

Enquanto a Entente Cordiale estava em vigor, era impossível para Caillaux retornar ao cargo de primeiro-ministro, mas ele ingressou no gabinete seguinte de Gaston Doumergue como Ministro das Finanças. Como especialista financeiro, há muito se identificara com uma grande e necessária reforma na política fiscal da França — a introdução do princípio do imposto de renda. Ao longo do inverno de 1913, fez campanha por esse princípio. Sua defesa do imposto de renda e sua errática e inconstante defesa de ideias proletárias alarmaram todos os elementos conservadores do país, e ao longo do inverno foi atacado com crescente veemência tanto em tribunas quanto pela imprensa.[2] Esses ataques atingiram seu ponto máximo de intensidade em uma série de revelações no jornal Le Figaro de caráter mais ou menos pessoal.

BERJAYA
Capa do Le Petit Journal ilustrando o assassinato de Gaston Calmette, editor do Le Figaro

Em 1914, o Le Figaro iniciou a publicação de cartas de amor enviadas por Caillaux à sua segunda esposa Henriette Caillaux enquanto ainda era casado com a primeira, Berthe Gueydan. Em março de 1914, a senhora Caillaux assassinou a tiros Gaston Calmette, o editor do Le Figaro, e Caillaux renunciou ao cargo de Ministro das Finanças. Em julho de 1914, a senhora Caillaux foi absolvida sob o argumento de ter cometido um crime passionel.[2]

Caillaux tornou-se o líder de um partido pela paz na Assembleia durante a Primeira Guerra Mundial. Após uma missão à América do Sul, retornou em 1915 e imediatamente começou a fazer lobby. Financiou jornais e fez tudo o que podia nos bastidores para consolidar sua posição. Travou conhecimento com os Bolos e os Malvys da vida política e jornalística. Na primavera de 1917, tornara-se aos olhos do público l'homme de la défaite, o homem disposto a efetuar uma paz de compromisso com a Alemanha às custas da Grã-Bretanha. Porém, a ascensão de Clemenceau ao poder frustrou todas as suas esperanças. Isso levou à sua prisão por traição em 1917.[5] Após longa demora, foi condenado por alta traição pelo Alto Tribunal do Senado e sentenciado a três anos de prisão, prazo que já havia cumprido. Foi também proibido de residir em território francês por cinco anos e privado de direitos civis por dez anos.[2]

Novamente reabilitado após a Primeira Guerra Mundial, Caillaux exerceu cargos em vários governos de esquerda da década de 1920.[6]

Em 10 de julho de 1940, Caillaux votou como senador a favor de conceder ao gabinete presidido pelo marechal Philippe Pétain autoridade para elaborar uma nova constituição, pondo efetivamente fim à Terceira República Francesa e estabelecendo a França de Vichy.

Joseph Caillaux está sepultado no Cemitério Père-Lachaise em Paris.

Entre seus colaboradores políticos estava o jornalista e político da região Norte Émile Roche.

Ministério Caillaux, 27 de junho de 1911 – 11 de janeiro de 1912

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  • "Economics and Politics in Europe," Foreign Affairs, vol. 1, n.º 2, 15 de dezembro de 1922.
  • "France's Needs and Europe's Danger," The Living Age, 10 de fevereiro de 1923.
  • "Destiny Has Changed Horses," The Living Age, 4 de outubro de 1924.
  • "A United States of Europe," The Living Age, 6 de junho de 1925.
  • "A Gospel of Firmness and Vigor," The Living Age, 31 de julho de 1926.
  • "Whither is Civilisation Drifting?," The Windsor Magazine, vol. LXX, junho/novembro de 1929.

Ver também

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Referências

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  1. Rudolph Binion, Defeated leaders; the Political Fate of Caillaux, Jouvenel, and Tardieu (1960).
  2. 1 2 3 4 5 Chisholm, Hugh, ed. (1922). "Caillaux, Joseph-Marie-Auguste". Encyclopædia Britannica (12th ed.). London & New York: The Encyclopædia Britannica Company.
  3. Bon, Nicolas (28 setembro 2023), «Midi 1907, l'histoire d'une révolte vigneronne», vin-terre-net.com (em francês)
  4. J. F. V. Keiger, Raymond Poincaré (Cambridge University Press, 2002) p. 126; "Political Chaos France's Peril", The New York Times, 12 de janeiro de 1912
  5. "An Ex-Premier of France Facing a Treason Trial," pp. 23, The Literary Digest, 29 de dezembro de 1917. Arquivado em 29 de julho de 2021.
  6. "Caillaux's Political Resurrection", The Literary Digest, 2 de maio de 1925.

Leitura adicional

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  • Binion, Rudolph. Defeated leaders; the Political Fate of Caillaux, Jouvenel, and Tardieu, Columbia University Press, 1960. pp 15–118 online
  • Cooke, W. Henry. "Joseph Caillaux, Statesman of the Third Republic," Pacific Historical Review, vol. 13, n.º 3, setembro de 1944.
  • Gibbons, Herbert Adams. "The Case Against Caillaux." In France and Ourselves: Interpretative Studies, cap. VIII, The Century Co., 1920.
  • Hamilton, Keith A. "The 'Wild Talk' of Joseph Caillaux: A Sequel to the Agadir Crisis," The International History Review, vol. 9, n.º 2, maio de 1987.
  • Johnston, Charles. "Caillaux's Secret Power Through French Masonry," The New York Times, 24 de fevereiro de 1918.
  • Latzarus, Louis. "Joseph Caillaux: A Character Sketch," The Living Age, 6 de dezembro de 1919.
  • Lauzanne, Stephane. "A Lost Force: M. Joseph Caillaux," The Forum, janeiro de 1923.
  • Raphael, John. The Caillaux Drama, Max Goschen Ltd., 1914.
  • Seager, Frederic. "Joseph Caillaux as Premier, 1911-1912: The Dilemma of a Liberal Reformer," French Historical Studies, vol. 11, n.º 2, outono de 1979. online
  • "The Road to Peace: An Interview," The Living Age, 8 de março de 1924.

Ligações externas

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Precedido por
Ernest Monis
Primeiro-ministro da França
1911 - 1912
Sucedido por
Raymond Poincaré